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Familiares e amigos de Diogo Henrique Goulart Streb, 18 anos, realizaram na tarde de sexta-feira (27) uma caminhada por justiça em São Pedro do Sul. O ato marcou os três meses da morte do jovem, baleado em novembro de 2025.
A mobilização teve início por volta das 16h30, em frente à Igreja Matriz, e percorreu três pontos da cidade ligados ao caso: a Delegacia de Polícia, a Escola Estadual de Educação Básica Tito Ferrari – onde Diogo estudava – e a Avenida Walter Jobim, local onde ocorreu o crime. O protesto durou cerca de duas horas.
De acordo com a família, aproximadamente 50 pessoas participaram a pé, além de apoiadores que acompanharam o trajeto em carros. Durante o ato, foram exibidos cartazes e feitos pedidos de justiça e celeridade na conclusão do inquérito.
Tia do jovem, Silvia Maria, avaliou que a mobilização foi positiva, embora abaixo do esperado.
– A caminhada foi boa. Reuniu bastante gente, não saiu como o esperado, eu esperava mais pessoas, mas foi boa – afirmou.
Segundo os familiares, o objetivo do protesto é cobrar respostas das autoridades e agilidade na investigação. Conforme divulgado nesta semana, o inquérito aguarda laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP). A investigação é conduzida pelo delegado Giovanni Lovato e já colheu os depoimentos, incluindo o da professora que sobreviveu ao ataque.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 14 de novembro de 2025 e gerou comoção em São Pedro do Sul. Diogo foi baleado pelo policial militar André Fernando Brum Silveira, 39 anos, que também atingiu a esposa, a professora Edila Marciele Carvalho Brum, 40 anos, antes de tirar a própria vida.
Diogo morreu no local. A professora foi socorrida e sobreviveu. A principal linha de investigação apontada à época foi de crime passional.
A caminhada desta sexta-feira reforçou o pedido da família por esclarecimentos e pela conclusão do inquérito.